“Fomos o primeiro apiário do país a ter uma certificação orgânica. Agregou valor aos nossos produtos e foi o diferencial necessário para conquistar o mercado nacional”, afirma Franco.

Produzir e ao mesmo tempo preservar a natureza. Um desafio que quem trabalha com orgânicos contribui decisivamente com soluções. O setor é repleto de exemplos de empreendimentos que mostram que sim, é possível produzir em harmonia com o meio ambiente.   

Uma dessas histórias é a da MN Própolis, empresa associada à Organis que produz própolis, mel e fermentados orgânicos. Além do trabalho dedicado à conservação ambiental, a empresa atua diretamente na criação e preservação das abelhas, inseto essencial para a manutenção dos ecossistemas e da vida na terra devido ao seu trabalho de polinização. 

Para a produção de mel e própolis orgânicos é necessário manter as colmeias a um raio de 3km de qualquer ponto de possível contaminação. Distância considerada segura para que as abelhas voem em busca de néctar e pólen sem correr riscos. “Para a produção orgânica são necessárias áreas extensas e, à medida que a agricultura convencional avança, os campos apícolas reduzem e vai ficando cada vez mais difícil produzir”, diz Carlos Wada, diretor presidente da MN Própolis.

A empresa tem duas fazendas próprias em Paraibuna, interior de São Paulo, dedicadas à produção, pesquisa e desenvolvimento de produtos apícolas e outras plantas com propriedades medicinais. As fazendas fazem parte do programa Conexão Mata Atlântica, que tem como objetivo a preservação da biodiversidade e das nascentes de água do bioma. Vizinha do Parque Estadual Serra do Mar – Núcleo Caraguatatuba forma um importante corredor ecológico na região, que contribui com a manutenção do rio Paraíba do Sul, que nasce no interior de São Paulo e abastece a região metropolitana do Rio de Janeiro.  

​​​​O maior volume do mel e da própolis beneficiados pela empresa, no entanto, vem de produtores parceiros que eles certificam, o que amplia as áreas de preservação ambiental.

Desde a sua fundação, em 1992, a gestão da empresa está comprometida em oferecer produtos saudáveis e com propriedades medicinais. Hoje, atua no mercado nacional e internacional, exportando para quase 30 países.  

O impulso inicial da empresa, entretanto, veio de fora do país. Uma pesquisa divulgada no Japão no início da década de 90, indicando os benefícios da própolis na prevenção do câncer abriu um importante mercado para a MN Própolis.  “Na época, o conhecimento do valor da própolis era muito restrito ao Japão e nosso mercado era basicamente exportação. Foi o que permitiu o crescimento da empresa”, conta Wada.  

O relacionamento estreito da MN Própolis com o Japão não é por acaso. Seu fundador, Norihito Matsuda, chegou ao país como imigrante aos 23 anos para trabalhar na zona rural. Se aposentou em uma indústria de autopeças e, só então, iniciou as atividades da MN Própolis.  

A própolis brasileira, conhecida como própolis verde, é a de maior valor medicinal do mundo. “Derivada do alecrim do campo, contém resinas com alta atividade antioxidante, especialmente através do composto bioativo Artepillin-C, e resultados extraordinários no aumento da imunidade e como coadjuvante no tratamento de diversas doenças”, explica Leonardo Franco, gerente comercial e de marketing da MN Própolis.  

A abertura do mercado nacional aconteceu apenas quando a empresa adquiriu sua primeira fazenda e obteve a certificação orgânica, em 2002, pelo IBD.

“Fomos o primeiro apiário do país a ter uma certificação orgânica. Agregou valor aos nossos produtos e foi o diferencial necessário para conquistar o mercado nacional”, afirma Franco.

Em 2012, a MN ampliou sua linha de serviços e entrou no mercado de molhos de fermentação natural orgânicos destinados à culinária oriental. Os molhos são preparados de forma artesanal, seguindo a tradição japonesa. O shoyo leva um ano para ficar pronto e o missô seis meses, enquanto os molhos industriais são produzidos entre um e três meses. “A cor do produto vem da fermentação natural, não de corantes”, explica Carlos Wada

Por Milena Miziara
Organis- Assessoria de Imprensa

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